A cirurgia bariátrica é o tratamento cirúrgico da obesidade. Não é um procedimento estético, e não substitui acompanhamento clínico, nutricional e psicológico — ela é parte de um tratamento mais amplo, não o tratamento inteiro.

Quem pode ser candidato

A indicação considera o índice de massa corporal, a presença de doenças associadas à obesidade — como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono —, o tempo de tentativa de tratamento clínico e as condições gerais de saúde.

Não existe indicação por número isolado. A avaliação é individual e envolve mais de um profissional.

Avaliação multiprofissional

Antes da cirurgia, a avaliação inclui endocrinologista, nutricionista, psicólogo e, conforme o caso, cardiologista e pneumologista. Essa etapa não é burocracia: ela identifica riscos, prepara o paciente e é determinante para o resultado a longo prazo.

O que a cirurgia faz e o que não faz

A cirurgia altera a anatomia do trato digestivo e, com isso, cria condições para a perda de peso e para a melhora de doenças associadas. Os resultados relatados na literatura são consistentes em pacientes bem selecionados e bem acompanhados.

O que ela não faz: não garante um peso específico, não dispensa mudança de hábitos e não é irreversível em seus efeitos se o acompanhamento for abandonado. Reganho de peso é possível, e o seguimento de longo prazo existe justamente para preveni-lo.

Acompanhamento depois

O seguimento é permanente. Envolve reposição de vitaminas e minerais conforme a técnica realizada, exames periódicos e acompanhamento nutricional continuado. Quem opera assume esse compromisso junto.

Riscos

Como toda cirurgia de grande porte, tem riscos. Eles são discutidos abertamente na consulta, com números aplicados ao seu caso — não os do folheto. Uma decisão bem tomada exige conhecer os dois lados.