Hérnia é a passagem de conteúdo abdominal através de um ponto frágil da parede do abdome. Aparece como um abaulamento que costuma aumentar com esforço, tosse ou ao ficar em pé, e reduzir ao deitar.

Tipos que trato

  • Inguinal — na virilha, a mais frequente
  • Umbilical — na região do umbigo
  • Epigástrica — na linha média, acima do umbigo
  • Incisional — em cicatriz de cirurgia anterior
  • Recidivada — quando retorna após uma correção prévia

Toda hérnia precisa de cirurgia?

Não. A cirurgia é o único tratamento capaz de corrigir a hérnia, mas nem toda hérnia precisa ser operada de imediato. Em hérnias pequenas, sem sintomas, em pacientes com risco cirúrgico elevado, acompanhar pode ser a conduta adequada.

Por outro lado, há situações em que a operação não deve ser adiada: dor persistente, aumento progressivo, episódios de encarceramento (quando o conteúdo não retorna), ou limitação das atividades do dia a dia.

Sinal de urgência: abaulamento que endurece, fica muito doloroso, muda de cor, acompanhado de náusea, vômito ou parada da eliminação de gases e fezes. Isso pode indicar estrangulamento e exige avaliação imediata.

Como é a correção

Na maioria dos casos utilizo uma tela para reforçar a parede abdominal. A tela reduz a chance de a hérnia voltar, e seu uso é prática consolidada na cirurgia de parede abdominal há décadas.

A via pode ser aberta, videolaparoscópica ou robótica. A escolha depende do tipo e tamanho da hérnia, de cirurgias prévias, das suas condições clínicas e do que oferece melhor relação entre benefício e risco no seu caso.

Recuperação

Varia conforme a técnica, o tamanho da hérnia e as características de cada pessoa. Por isso evito dar prazos genéricos: o tempo de retorno ao trabalho e à atividade física é discutido individualmente, na consulta e no retorno pós-operatório.