A vesícula biliar armazena a bile produzida pelo fígado e a libera durante a digestão, especialmente de gorduras. O problema mais comum é a colelitíase — a formação de cálculos, popularmente chamados de pedras.

Quando a pedra na vesícula precisa de cirurgia

Cálculos descobertos por acaso, em pessoa sem nenhum sintoma, nem sempre exigem operação imediata. Existem exceções, discutidas caso a caso.

Já quando há sintomas, a cirurgia costuma ser indicada — porque a tendência é de novas crises, e porque as complicações são mais graves que o procedimento eletivo.

Sintomas que merecem avaliação

  • Dor intensa no lado direito superior do abdome, que pode irradiar para as costas ou o ombro direito
  • Crises desencadeadas por refeições gordurosas
  • Náusea e vômito associados à dor
  • Febre, calafrios ou icterícia (pele e olhos amarelados) — sinais de complicação, com avaliação imediata

Como é a cirurgia

A colecistectomia videolaparoscópica remove a vesícula por pequenas incisões, com câmera e instrumentos. É uma das cirurgias mais realizadas e mais bem estudadas do aparelho digestivo.

Em situações específicas — inflamação intensa, aderências de cirurgias anteriores, anatomia desfavorável — pode ser necessário converter para cirurgia aberta durante o procedimento. Isso não é complicação: é uma decisão de segurança, e você será informado dessa possibilidade antes.

Viver sem vesícula

É possível e comum. O fígado continua produzindo bile, que passa a chegar ao intestino de forma contínua em vez de armazenada. A maioria das pessoas não precisa de dieta restritiva permanente, embora algumas notem alteração na tolerância a refeições muito gordurosas nas primeiras semanas.